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EAD e Presencial

O preconceito contra o ensino superior a distância (EAD) persiste, mas carece de fundamentos sólidos, especialmente com os avanços tecnológicos dos últimos anos, porque a internet, os computadores, os smartphones e os aplicativos de vídeo chamadas e de mensagens instantâneas transformaram a modalidade digital, tornando-a comparável ao ensino presencial. Ambas possuem prós e contras específicos, que devem ser analisados para entender a verdadeira eficácia de cada uma.

O ensino a distância não é uma novidade do século XXI. Suas raízes remontam aos anos de 1800, quando era realizado por correspondência. Com o advento da Quarta Revolução Industrial e a pandemia de COVID-19, o EAD ganhou proeminência e continua a crescer, proporcionando acesso ao conhecimento a pessoas em regiões que antes não tinham acesso ao ensino superior. Atualmente, existem muitas instituições que oferecem cursos a distância de qualidade comparável à das faculdades presenciais, em ambas as modalidades, dependendo sempre do comprometimento do aluno.


No ensino presencial, o contato físico e a interação social são grandes vantagens. Estar em um ambiente com colegas e professores facilita a troca de ideias e a construção de redes de contato, além de proporcionar acesso a laboratórios e bibliotecas. Entretanto, essa modalidade apresenta desvantagens, como horários fixos que podem ser um obstáculo para aqueles que precisam conciliar trabalho e estudo, além do tempo e custo de deslocamento.


Por outro lado, o EAD oferece flexibilidade de horários, permitindo que os alunos escolham quando estudar, o que é ideal para quem precisa conciliar os estudos com outras responsabilidades. Essa modalidade também desenvolve nos alunos habilidades de gestão do tempo, autodisciplina e independência. O EAD alcança estudantes em regiões remotas e por ter menos gastos com prédios e infraestrutura física os cursos em instituições particulares ficam mais acessíveis a pessoas de baixa renda, ampliando o acesso ao ensino superior.


Além disso, o EAD permite a criação de redes de contato através de aplicativos de mensagens como o WhatsApp e grupos de alunos, e oferece acesso a bibliotecas digitais, o que facilita a interação e o compartilhamento de informações. Contudo, a falta de interação física pode levar ao sentimento de isolamento, e a necessidade de autodisciplina pode ser um desafio para alguns estudantes. Além disso, cursos que exigem laboratórios ou equipamentos específicos não podem ser realizados a distância.


É crucial entender que nenhuma modalidade é inerentemente superior à outra; ambas têm seu lugar na educação contemporânea. A escolha entre EAD e ensino presencial deve levar em conta as necessidades e circunstâncias individuais dos alunos. O preconceito contra o EAD é infundado, uma vez que o resultado final, em termos de aprendizagem e competências adquiridas é equivalente ao do ensino presencial.


Aqui nos concentramos nas modalidades de ensino superior, não abordando os níveis médio e fundamental. Além disso, reconhece que cursos que exigem equipamentos específicos, como os de laboratórios avançados, não são adequados para a modalidade a distância. Em conclusão, a coexistência das duas modalidades é benéfica e necessária, proporcionando opções diversas para atender às variadas necessidades dos estudantes. É fundamental superar o preconceito contra o EAD e reconhecer seu valor no cenário educacional atual.

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